domingo, 18 de julho de 2010

Reencontro


Depois de uma noite conturbada de sonhos, acordei com meus pensamentos a mil, coração apertado e repleto de saudades. São 7h da manhã, da cama nem me levantei, peguei a caneta e o papel que tinha deixado ao lado dela na noite anterior, onde havia tentado te escrever mais uma vez e não consegui, pois um bloqueio foi criado em mim, onde te anulei do meu pensamento, das minhas razões e do meu coração, mas hoje algo mudou. E me pergunto por que te sentir ainda assim depois de tanto tempo? Por que novamente nos meus sonhos, na minha realidade, nas minhas inspirações? E encontro essas resposta no nosso passado. Sei que não é mais amor a palavra certa para essas sensações que me rondam, mas a saudade é tão intensa e a cada dia mais constante que hoje me fez voltar a escrever por você. Sei que isso é tudo conseqüência do que nos aconteceu há alguns dias, da situação delicada que nos envolve, das dúvidas que nos rondam, da insegurança, da incerteza, do medo... Lutei, relutei, não concordei, adiei, mas foi inevitável nosso reencontro, claro que não foi planejado, foi de supetão, sem chances de me recuar. No inicio da sua aproximação, no meu coração ainda havia mágoas, feridas, mas você me rondou, colheu informações e sem eu permitir invadiu mais uma vez minha vida... e o tempo foi passando, quando pensava que você havia me esquecido você aparecia de uma forma sutil, como quem nada quer e a cada ida e vinda sentia que o momento do nosso encontro estava cada dia mais perto. E o grande dia chegou, inesperadamente. Ao te encontrar, percebi o brilho do teu olhar e no seu sorriso fascinante a felicidade de me reencontrar. No inicio não trocamos uma palavra, um abraço forte e demorado me deu que fez o meu coração acelerar, meu corpo tremer e perceber a falta que me fez durante tantos anos. Derramamos lágrimas de saudades, alivio e emoção, há quanto tempo não vivíamos isso... Ficamos nos olhando durante certo tempo, mil coisas passaram nas nossas mentes e me perguntou que tinha feito das nossas vidas?! Não soube lhe responder, minha garganta deu um nó, só depois de muito tempo surgiram as desculpas, explicações e os desabafos foram trocados naquela noite. Enquanto essa conversa acontecia sentia a todo tempo um frio na barriga, percebi o quanto ainda existe de você dentro de mim, a paixão, o carinho totalmente adormecido, o quanto o seu sorriso me faz bem, o calor do seu corpo, o seu jeito especial de ser... mas nossa longa conversa terminou, quando já não tínhamos mais o que falar, acariciou lentamente meu rosto aproximando sua boca na minha, mas minha razão gritou bem alto e não me deixou levar tão rapidamente... Me respeitando, concordou não me beijar, e ao ir embora disse que iria voltar... Deborah Vale

3 comentários:

Marcela Ohana disse...

então só resta uma coisa a fazer!
dançar!

Marcela Ohana disse...

so, just dance baby

manucalifornia disse...

caraca, que coisa profunda... muito lindo...